"Não recomendar carne bovina é ideológico, não científico" Voltar

Você está em: Vitrine do Zebu » Carne Publicado em 21/06/2016 às 19:36:49 - atualizado em 22/06/2016 às 14:52:59
Revista ABCZ, divulgação.

Como vamos alimentar o mundo nos próximos anos?

A proposta do Global Agricultural Fórum - GAF 2016 é aprofundar a discussão sobre esse tema vital para os mais de 7 bilhões de habitantes do planeta. O evento está marcado para os dias 4 e 5 de julho, no Hotel Grande Hyatt, em São Paulo, e tem realização da Datagro, ABCZ, SRB e Abramilho. Segundo dados da FAO, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) voltado para a alimentação, em 2050, seremos mais de 9 bilhões de pessoas. E, para atender as demandas normais desse contingente, serão necessários mais de 40% de alimentos - vegetais e animais.

Tarefa para gigantes, não resta dúvida. O GAF montou uma programação eclética com especialistas em várias áreas do conhecimento e da produção para contribuir para a busca de soluções para o aumento da produção de comida. A trajetória envolve aumento de produtividade.

 

Algumas vozes contribuem decisivamente para o movimento positivo em torno da cadeia de carne bovina. Uma delas é Drauzio Varella, médico renomado, que destoa da ladainha normal da classe médica e incentiva o aumento da carne bovina pelas pessoas. Varella é um dos palestrantes da GAF 2016.

 

Para começar, ele explica que não existe nenhum estudo global que demostre a restrição à carne bovina na dieta das pessoas."Para existir valor científico nessa questão teria de ser realizado em estudo com mais menos 100 mil pessoas por um período de 20 anos. E isso a um custo de bilhão de dólares. Temos que ter uma dieta variada e que pode incluir carnes, como a bovina. A dieta tem de ser equilibrada e sem exageros. Fora disso tudo é ideologia", destacou o especialista.

 

Drauzio Varella é, assim, uma voz destoante na comunidade médica, que sempre que pode pede restrição ao consumo de carne bovina. "Essa história vem dos anos 50 e 60. Muitos médicos colocaram o uso da carne bovina como um fator responsável pelo aumento do colesterol. Estabeleceu - se esse critério de que a carne vermelha era a grande causadora de ataques cardíacos. Essa política é ideológica e não científica", explica.

 

Drauzio Varella é defensor da alimentação balanceada, com fibras, vegetais e proteínas. "Esse é um processo complexo. Antigamente, ninguém comia fora. Almoçava e jantava em casa. Hoje, é muito difícil comer em casa. As pessoas comem em qualquer lugar e exageram em produtos industrializados e altamente calóricos. Isso está associado à vida sedentária. Antigamente era tudo feito a pé. Hoje ninguém mais anda durante o dia. E isso faz uma baita diferença".

 

Mas, em 2050, quando a população mundial superará 9 bilhões de pessoas. Nos alimentaremos melhor ou pior do que hoje? O especialista é otimista. "As pessoas têm acesso a alimentos a baixos relativamente preços e de qualidade. A questão é o balanceamento, que precisa ser incentivado, especialmente nas crianças".

 

Texto: Altair Albuquerque

Fonte: Revista ABCZ, 82ª edição. Jun. 2016


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