A dança hormonal da grávida e da doula

O papel da doula em alterações hormonais da gestante

Guiainfantil.com 28 de maio de 2018

O corpo humano é uma máquina incrível… uma máquina criada desde muito antes de sair para o mundo e que nos permite criar, comunicar, sentir… e dar a vida. O maior milagre da biologia humana. O maior milagre que podemos fazer dentro de todas as capacidades do ser humano.

O papel da doula na gravidez

Quando uma mulher recebe em seu ventre o presente da vida, muitas coisas começam a mudar nela, físicas e emocionais. Sensações que antes não tinha experimentado, emoções, que de repente se destinam dela, partes de seu corpo que não reconhece como próprias…

Mulheres que antes eram mais práticas, podem se tornar pessoas muito emocionais. Mulheres que antes se sentiam absolutamente seguras de sua saúde pode começar a ter medos. E mulheres que nunca aceito ou amado, seu corpo pode começar a fazê-lo ou, muito ao contrário, deixar de fazê-lo se tinham essa certeza prévia em seu físico.

Tudo faz parte de um processo fisiológico. Não se trata de nenhuma doença ou uma síndrome que está nos afetando, mas simplesmente de um processo vital.

O grande problema de hoje em dia é que, em muitas ocasiões, isso não se entende. Fala-Se às mulheres com paternalismo, eles são tratados como se essa dança hormonal, que está permitindo que seu bebê anide e cresça, e que o corpo da mãe se prepare para recebê-lo, amá-lo e criá-lo não fosse mais do que um estorvo, e não algo absolutamente necessário e natural que prepara a mãe para o que será a sua vida nesse novo papel.

Quando uma mulher grávida chora com um filme, por exemplo, diz-se que ‘está sensível’, ou ‘hormônios’. Se diz tão comumente, se repete tanto a presença dessa alteração hormonal, que quase deixa de ter outro sentido que o de modificar o estado emocional da mãe. E isso não é verdade, mas é algo muito comum devido à relação absolutamente direta entre os hormônios e as respostas emocionais.

Esta relação é desconhecido ou se banaliza, fazendo com que a mulher e suas respostas emocionais não são tidas em conta. Que pareça que não há que fazer caso delas, não atenderlas porque respondem a uma alteração… ‘já passará’.

Mas o que acontece com uma mulher que sente que a tratam com condescendência, que não sente que suas emoções possam ser atendidas ou que chega a sentir, mesmo que não são válidas? Essa será uma mulher a quem estamos empurrando a não ouvir, a não abordada, a não rever seu interior e ver o que está acontecendo… a deixar de lado o seu instinto maternal… E isso é muito grave porque será esse instinto que o ajude, o que a guie em seu parto, pós-parto, na criação de seu bebê… em sua nova feminilidade depois de ser mãe.

Ser conscientes de que todas as mudanças, todas as reações emocionais, de todas as sensações têm de ser validadas e ouvidas, ser conscientes de que tudo faz parte de um processo absolutamente natural, de algo ‘programado’ desde antes do nosso próprio nascimento é essencial. Ouvir-nos, ajudar-nos, refletir sobre cada uma das sensações e emoções, para perceber de onde podem vir e como encajarlas… Tudo isso são coisas que nos possam ajudar no caminho.

E que nos escutem, nos dão espaço para nos expressarmos, para rir, chorar ou chorar, enquanto rimos… para expressar nossos medos, nossas alegrias, nossas esperanças e desejos… Assim, nos acompanha a doula, a nossa doula… que tenhamos escolhido, com que tenhamos ligado.

Sem avaliar se as emoções são ‘boas’ ou ‘más’, sem ter que dar-lhes ou não a permissão, porque, se assim fizermos ou não, eles estão lá… Mostrando-nos que o nosso processo é único e que ninguém melhor do que a gente pode chegar a compreendê-lo ou a encontrar alguém que nos ajude a entendê-la… Estando ao nosso lado… e que a nossa doula, sem mais.

Beatriz Fernandes
Doula em todas as etapas da maternidade
Especializada em Duelo de pré-natal e Neonatal
Assessora de Porteo Favor
Técnico em Educação Infantil
Colaboradora de GuiaInfantil.com

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O número de bebês e crianças que têm uma alergia tem crescido nos últimos anos.

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