Educar em sexualidade. Guia para pais

Como falar de sexualidade com os filhos? Entrevista com a psicóloga Mônica Residente

Mônica Residente Fernández Psicóloga26 de janeiro de 2015

Falar às crianças de sexualidade ou fazer educação sexual com eles não é fácil para muitos pais. Mônica Colonizador, psicóloga e especialista em Educação Sexual, reconhece que a naturalidade é a chave para conversar com os filhos de sexualidade. Saltar este tema por parte dos pais só pode convidar os filhos a procurar esta informação em outra parte, sem os valores que queremos transmitir.

Educação sexual para pais

Quais são as idades para crianças a descoberta da sexualidade?
Pouco a pouco, o bebê vai desenvolvendo novas capacidades lingüísticas e motoras, que progressivamente vai participando e incorporando-se ao seu ambiente. Precisamente, é a partir de então, quando se considera que o bebê ‘desaparece’ e surge o menino ou a menina. Falamos da etapa que vai de 18 – 24 meses até aos 6 anos.
É também a partir deste momento, quando cobrado importância como está resolvida a curiosidade ou a suas perguntas, a atitude que se tem perante os seus acariciar ou os modelos de casal, homens e mulheres, que lhes oferecemos, para que se identifiquem.

O que acontece com a sexualidade de crianças de 6 anos em diante?
A partir dos 6 anos até os 12, quando perguntamos aos pais e mães sobre a curiosidade e a atividade sexual de seus filhos e filhas, muitos dirão que é pouco. No entanto, ocorre exatamente o contrário, é provável que alguns jogos continuem, e que tanto a curiosidade, como a importância que tem o que se vê e se ouve, tenha aumentado. O que não se vê, não significa que não existe. Será esta uma etapa muito adequada para trabalhar o mais importante, sem pressa e sem urgência.

Como devemos responder aos pais, quanto à descoberta das crianças da sexualidade?
Se nos colocamos responder, é porque queremos que nos continuem perguntando. Valorizamos suas perguntas como um sinal de confiança, e nós vamos levá-lo como objetivo que venham a nós, quando tiverem alguma curiosidade. Se não somos nós a sua referência, corremos o risco de que sejam outras as fontes de informação e aprendizagem, cujas mensagens não prossigam os mesmos objectivos que nós nos colocamos, a formação de pessoas livres, felizes e responsáveis.

O que devemos ter em conta?
– Responder com a mesma naturalidade com que eles perguntam. Se temos medo, lhes regañamos ou esquivamos o tema, a mensagem de email com o qual a criança fica, é que “isso deve ser muito mais preocupante ou atraente do que eu pensava””.
– Ser claros e diretos, não tomar os ramos. Ajustar a explicação para a idade e o nível do menino ou da menina.
– Ter aberto o canal de comunicação, mostrar disponibilidade para o diálogo.
– Para Ser honesto, nunca mentir. Se não sabemos a resposta, admitir e estar dispostos a procurá-la juntos, valorizando a pergunta. Muitos de ‘os grandes confusões’ da sexualidade e das relações eróticas vêm de “como você tem que saber de tudo”, pois não se pode perguntar. Bem-vindo os modelos imperfeitos!

O que devemos fazer com os pais, com as crianças que NÃO perguntam?
Quando não perguntam, não significa que não tenham curiosidade, todos os meninos e meninas têm. Normalmente, as perguntas começam de dos 4 aos 6 anos. Devemos falar sobre o que a nós nos parece importante, tenha ou não perguntas. Podemos aproveitar situações cotidianas: uma vizinha grávida, dois noivos se beijando, uma imagem na televisão… e falar de afeto, amor, desejos, comunicação e direito a dizer não, quando falamos de relações sexuais.

É benéfico para as crianças que os pais nos vamos mostrar nudez diante deles?
Ao falar da nudez, é inevitável falar da palavra naturalidade, e o que é ‘ser naturais’? Mas não devemos olvidarmos de algo muito importante, que é que há pais e mães que sentem vergonha, que têm vergonha e que não se sentem à vontade estando nudez diante de seus filhos ou filhas. Ser naturais significa: mostrar-lhe como você é. Que melhor forma de cobrir o objetivo principal da educação sexual: se aceitar e se sentir a gosto como você é, em sua própria pele. Trata-Se de que cada pai, cada mãe, defina seus próprios limites, a partir da certeza de que a ‘visão’ nem prejudica nem beneficia.

Qual deve ser a postura dos pais frente ao pudor das crianças?
É normal que com a puberdade, meninos e meninas manifestem certo pudor, é algo que devemos respeitar. Nenhum pai ou mãe, se lembraria de ir para tirar a toalha para exponerles ao nu bruscamente. Podemos tentar oferecer às crianças modelos de aceitação do próprio corpo, com suas virtudes e defeitos. Falar com eles a partir da compreensão e da tranquilidade, como modelos de referência que somos: ‘a tua idade também me passava, eu acho que o corpo nu é algo bonito, estão ocorrendo mudanças em seu corpo e pode-se sentir estranho, cada um tem o seu ritmo, o que se vai passando é….’.
Outra forma de pudor é quando protestam perante as perguntas que lhes fazemos sobre a sexualidade: ‘jo, mãe, ou o pai, não fale isso’ . Pois, de novo, respeitar, respeitar os silêncios, que se costumam produzir na preadolescencia, com a chegada do pudor. Não insista, não pressionar, não impor. Para falar, primeiro tem que aprender a escutar, e quando você sabe que não vão insistir, que vão respeitar o seu silêncio, provavelmente, começar a ouvir de verdade. E voltarão a perguntar.

Marisol Novo.

Fonte consultada: o texto é retirado de “Construindo Sexualidades” (CEAPA, 2008) e outras publicações de Carlos da Cruz. Diretor Mestrado Oficial em Sexologia UCJC.

Como descobrem a sexualidade crianças a partir dos 6 anos

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