O gigante egoísta. Conto de Natal

Conto de Natal com valores para crianças

Guiainfantil.com 02 de novembro de 2015

No Guiainfantil.com você pode ler a versão curta do conto O gigante egoísta, um conto de Natal ” que fala sobre as coisas boas que acontecem quando alguém é bondoso. Um conto para educar as crianças em valores.

Cada tarde, à saída da escola, todas as crianças estavam a brincar no jardim do Gigante. Um jardim amplo e belo, com arbustos de flores e coberto de grama verde e macia.

As crianças eram muito felizes lá até que voltou para o Gigante, que tinha ido visitar seu amigo o Ogre de Comish. Depois de sete anos na casa de seu amigo, o Gigante considerava que não tinham nada o que se dizer e decidiu voltar para sua mansão.

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Ao chegar, o Gigante viu as crianças brincando no jardim e, muito furioso, disse-lhes com voz estrondosa:

– Que fazeis aqui?

As crianças fugiram correndo em desorientada. E continuou o Gigante:

Este jardim é meu. É a mim próprio jardim. Todo o mundo tem que entender isso, e não vou deixar que ninguém se meta a jogar aqui.

Em seguida, colocou um cartaz que dizia: “ENTRADA ESTRITAMENTE PROIBIDA SOB AS PENALIDADES CONSEQUENTES”. Era um Gigante egoísta e as crianças ficaram sem um lugar em que jogar. Tentaram procurar outros lugares, mas nenhum deles gostaram tanto como o jardim do Gigante. Quando a primavera voltou, toda a cidade foi povoada de pássaros e flores.

No entanto, no jardim do Gigante Egoísta seguia o inverno. Como não havia crianças, os pássaros não cantavam, e as árvores não floresciam. Só uma vez uma lindíssima flor se enfiou por entre a erva, mas apenas viu o cartaz, se sentiu tão triste pelas crianças que voltou a meter-se debaixo da terra.

Enquanto isso, o Gigante Egoísta, ao aparecer na janela de sua casa, viu que o seu jardim ainda estava coberto de cinza e branco, e pensou:

– Não entendo por que a primavera se demora tanto para chegar aqui. Espero que em breve mude o tempo.

Mas a primavera nunca veio, nem tampouco o verão. O outono deu frutos áureos em todos os jardins, mas ao jardim do Gigante não deu nenhum. As árvores de fruto diziam:

É um gigante muito egoísta.

Desta forma, o jardim do Gigante ficou para sempre mergulhado no inverno, e o vento do Norte, o Granizo, a Geada e a Neve bailoteaban lamentavelmente, entre as árvores. Uma manhã, o Gigante ainda estava na cama quando ouviu uma música muito bonita chegava do lado de fora. Soou tão doce em seus ouvidos que pensou que tinha que ser o rei dos elfos que passava por ali. Na verdade, era apenas um jilguerito que eu estava cantando em frente à sua janela, mas fazia tanto tempo que o Gigante não ouvia cantar nem um pássaro em seu jardim que lhe pareceu ouvir a música mais bonita do mundo.

Então o Granizo parou de dança, e o Vento do Norte deixou de rugir, e um perfume delicioso penetrou por entre as cortinas abertas.

– Que bom! Parece que, no fim, veio a primavera – disse o Gigante, e saltou da cama para correr para a janela.

Diante de seus olhos havia um espetáculo maravilhoso. As crianças tinham entrado no jardim através de uma brecha do muro, e se tinham platfform para as árvores. Em cada árvore, havia um menino, e as árvores estavam tão felizes, que se haviam coberto de flores. Os pássaros revoavam cantando ao redor deles. Era realmente um espetáculo muito bonito.

Só era inverno em um canto. Era o canto mais afastado do jardim e nele se encontrava um menino. Mas era tão pouco que não podia alcançar os galhos da árvore, e o menino dava voltas ao redor do tronco velho, chorando amargamente. A pobre árvore estava ainda coberta de geada e neve e o Vento Norte soprava e rugia sobre ele.

O Gigante sentiu que o coração se lhe derreteu. Como eu fui tão egoísta! – exclamou ele – Agora eu sei por que a primavera não queria vir até aqui. Subirei a esse pobre garotinho de árvore e depois vou remover o muro. A partir de hoje o meu jardim será para sempre um lugar de jogos para as crianças. O Gigante aproximou-se dele por trás, pegou gentilmente entre suas mãos, e subiu na árvore.

E a árvore brotou de repente, e os pássaros vieram a cantar, e o garoto abraçou o pescoço do Gigante e beijou-o. As outras crianças, quando viram que o Gigante não era mau, voltaram correndo. Com eles a primavera voltou ao jardim. E disse o Gigante:

– De agora em diante, o jardim será seu.

E, tomando um machado, deitou abaixo o muro. Ao meio-dia, quando a gente ia para o mercado, todos puderam ver o Gigante a brincar com as crianças. Estavam jogando lá todo o dia, e ao chegar a noite, as crianças foram despedir-se do Gigante.

– Mas, onde está o pequeno? – Perguntou o Gigante -, que esse menino que subi na árvore do canto?

O Gigante o amava mais que aos outros, porque o pequeno havia lhe dado um beijo.

– Não sabemos -responderam as crianças-, partiu sozinho.

– Pensando que volte amanhã – disse o Gigante.

Mas as crianças responderam que não sabiam onde morava, e que nunca o tinham visto antes. E o Gigante ficou muito triste.

Uma manhã de inverno, olhou pela janela, enquanto se vestia. Já não odiava o inverno, pois sabia que o inverno era apenas a primavera adormecida e que as flores estavam descansando. No entanto, logo restregó os olhos, maravilhado, e olhou, olhou. No canto mais distante do jardim havia uma árvore coberta de flores brancas. Todos os seus ramos eram douradas, e delas pendiam frutos de prata. Debaixo da árvore estava parado o pequenino a quem tanto havia perdido.

Cheio de alegria, o Gigante se aproximou do menino e reparou que tinha feridas nas mãos e nos pés. Preocupado, e a gritos, o Gigante perguntou quem havia se atrevido a fazer-lhe dano. Então o menino sorriu para o Gigante e disse:

– Não! São Estas as feridas do Amor.

– Quem és tu, meu pequeno menino? – perguntou o Gigante, e um estranho medo o invadiu, e caiu de joelhos diante do pequeno. Então o menino sorriu para o Gigante e disse:

Uma vez tu me deixaste brincar em seu jardim; hoje você vai jogar comigo no meu jardim, que é o Paraíso. E quando as crianças chegaram naquela tarde, encontraram o Gigante morto sob a árvore. Parecia dormir e estava inteiro, coberto de flores brancas.

FIM

Um conto de Oscar Wilde (Irlanda,1854 – França,1900)Envie o seu conto de natal!

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